Duas opções

sábado, 13 de setembro de 2008

Depois do almoço, bateu aquele soninho... Mas olhando pela janela, o dia estava tão bonito. Havia duas opções: dormir um pouco para aproveitar melhor o show da noite ou então sair pra caminhar e pegar um sol.
Três horas e 18 km depois, acho que escolhi certo. Logo no início encontrei um outdoor que me motivou: "A pé não existe contramão." O objetivo não devia ser tão filosófico, mas eu gostei.


A Máquina do Fim do Mundo - I

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

É só dizer que o mundo pode acabar que as pessoas percebem que os físicos existem! Mas para que mesmo que gastaram dez bilhões de dólares e por que esses caras deram pulos de alegria vendo dois pontinhos brancos num telão? Vou tentar explicar o que está por trás de tudo isso. (Aceito sugestões se não ficar muito claro.)
A primeira coisa que precisamos saber é que existem muitas outras partículas além dos elétrons, prótons e nêutrons que a gente aprende na escola. São no mínimo vinte e quatro tipos. Fótons, glúons, neutrinos, quarks...
É impossível usar um supermicroscópio para ver o que tem dentro do núcleo de um átomo. Não é porque os equipamentos são ruins e não temos tecnologia. É fisicamente impossível mesmo. Então como sabemos o que tem dentro? Imagine que somos podres de ricos e meio loucos. Gostamos de carros, mas não sabemos nada sobre como funciona e nem temos as ferramentas pra desmontar. Que tal jogar um carro no outro e ver os pedaços que saem voando?
Os caras gastaram muito dinheiro para fazer um sistema que conseguisse acelerar prótons e outras coisas mais pesadas a velocidades MUITO próximas à velocidade da luz (mais de um bilhão de quilômetros por hora) usando campos elétricos e magnéticos.
Tem muita energia nas colisões que acontecem. Essa energia acaba se transformando em partículas que não estavam lá antes! Como se uma moto fosse criada depois de uma batida entre dois carros. Isso é explicado pelo nosso grande amigo Einstein: E = m.c2. É possível transformar energia em matéria e vice-versa. O 'c' é a velocidade da luz, um número muito alto, e é elevado ao quadrado! Ou seja, precisa de muita energia para conseguir pouca matéria. Quanto mais energia, mais coisas são criadas nessas batidas.
O LHC, Grande Colisor de Hádrons (uma das categorias de partículas), é a máquina mais poderosa já construída, gerando muita energia. Espera-se que se consiga criar, por tempos muito pequenos, uma partícula chamáda Bóson de Higgs, que é prevista teoricamente, mas que não foi observada até hoje.

A Máquina do Fim do Mundo - II

Voltando ao fim do mundo, algumas pessoas têm medo que seja gerada tanta energia a ponto de criar um pequeno buraco negro no interior do LHC, e que ele cresça engolindo o mundo. Mas o que é mesmo um buraco negro?
No nosso planeta Terra, quando jogamos alguma coisa para cima, uma hora ou outra, ela cai. Mas os foguetes espaciais conseguem escapar para o espaço, porque eles conseguem uma velocidade suficiente (perto de doze quilômetros por segundo). Essa velocidade de escape depende da quantidade de matéria que existe no planeta. No Sol, seria preciso estar muito mais rápido para fugir.
Podemos imaginar um lugar tão pesado que precisasse de uma velocidade tão grande para escapar que nem a luz conseguisse fugir? Isso é um buraco negro: uma coisa tão pequena e tão pesada que nada consegue escapar. Qualquer coisa que chegar muito perto dele vai ser sugado e ele vai aumentar, atraindo mais coisas para si.
Parece que se isso acontecer aqui na Terra, vai ser ruim mesmo! Mas outro amigo nosso, o Hawking, aquele da cadeira de rodas, provou que aos poucos os buracos negros vão morrendo, e quanto menor ele é, mais rápido ele morre. Como é um experimento altamente controlado, se for gerado mesmo um buraco negro, ele será tão pequeno que vai se desmanchar antes de chegar perto de alguma coisa que ele possa engolir.
Ninguém precisa morrer de medo ou se matar por causa disso tudo. Se tudo der errado mesmo, não seja egoísta e morra junto com todos os outros! :p

Expresso

Como é interessante assistir a apresentação de um coral. Quarenta e cinco pessoas cantando maravilhosamente bem a mesma música. Mas observando bem percebe-se que ninguém canta o mesmo que as pessoas ao seu redor. Cada um tem o seu papel e tenta fazer o que sabe de melhor. E sai uma música fantástica no final.
Quando duas ondas se encontram, elas podem se anular ou se somar. O mesmo ocorre com as pessoas. Sozinhos, cada um é apenas um. Juntos, podemos ser mais que dois.

Indiada Master

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Vou precisar de uma ajuda com espanhol. Quem tiver um mapa da Argentina, eu agradeço. Quantos dias são necessários para conhecer Buenos Aires? Vai ser um dos pit stops... Vou roubar a mochila do Guto, embora ele não saiba. Mais uma dica:


Com essa, é fácil descobrir...